
A Itaipu Binacional veio a público esclarecer que a crise no Paraguai, causada pelo fechamento do Banco Ueno — o maior banco digital do país —, não prejudica os recursos financeiros nem a operação do lado brasileiro da hidrelétrica.
A usina funciona com duas contas totalmente separadas: uma administrada pelo Brasil e outra pelo Paraguai. A preocupação surgiu porque o lado paraguaio tem ligação direta com o Banco Ueno. Em outubro, a administração paraguaia publicou nas redes sociais que movimentou cerca de US$ 49,8 milhões — aproximadamente R$ 274,7 milhões — pelo banco entre 2023 e 2026, comemorando o aumento dos recursos distribuídos em bancos paraguaios, que saltaram de US$ 57 milhões em 2023 para US$ 537 milhões em 2026.
Esse período de aumento coincide com o governo de Santiago Peña, do Partido Colorado, de direita. Peña renunciou na quinta-feira (5 de novembro), e logo em seguida a Câmara paraguaia aprovou o pedido de impeachment contra ele.
O fundo de pensão dos trabalhadores da margem paraguaia da usina também tem relação com o banco: informou ter 100,69 bilhões de guaranis, cerca de R$ 89,9 milhões, investidos no Ueno. A Itaipu, porém, garantiu que esse valor não afeta os aposentados brasileiros, já que a fundação de previdência do lado brasileiro não investe em bancos internacionais. A empresa confirmou ainda que a operação da usina segue normal, sem nenhum impacto na produção e no fornecimento de energia.
Fonte: Poder360




