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Notícias/AGRONEGÓCIO30/10/2026· KF News

Carne suína sobe até 10,81% em outubro e setor projeta demanda aquecida no fim do ano

Foto: Mark Stebnicki/Pexels

A carne suína registrou valorização expressiva em outubro no Brasil. Levantamento da consultoria Safras & Mercado aponta alta de 9,50% no preço médio do suíno vivo no Centro-Sul, que passou de R$ 5,36 para R$ 5,87 o quilo. A carcaça suína teve o maior avanço entre os indicadores: 10,81%, saindo de R$ 8,90 para R$ 9,86. O pernil no atacado subiu 5,35%, de R$ 10,28 para R$ 10,83 por quilo. Em São Paulo, a arroba foi de R$ 114,00 para R$ 130,00.

Nas demais regiões, as altas também foram registradas. Em Goiânia, o quilo passou de R$ 5,80 para R$ 6,80. No interior de Minas Gerais, subiu de R$ 6,20 para R$ 7,00. Em Rondonópolis, foi de R$ 5,45 para R$ 6,10. Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também registraram aumentos nas cotações.

Segundo o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, a valorização foi puxada pela maior disposição da indústria em comprar animais na primeira quinzena. Na segunda metade de outubro, o ritmo caiu com o escoamento mais lento e o orçamento das famílias mais apertado, mas os preços se mantiveram estáveis.

Para novembro e dezembro, as perspectivas são positivas. O período de festas costuma elevar o consumo de proteínas. Além disso, o preço alto da carne bovina pode levar consumidores a migrar para a suína e o frango, segundo Allan Maia. As exportações em outubro somaram US$ 223,183 milhões e 99,087 mil toneladas embarcadas, com média diária de 6,193 mil toneladas. O volume exportado cresceu 8,5% na comparação diária, mas o preço médio por tonelada recuou 11,7%, ficando em US$ 2.252,40. Um ponto de atenção do setor é a possível suspensão, por cerca de dois meses, de licenças de importação de cortes suínos nas Filipinas, que é hoje o principal destino da carne suína brasileira. A medida, se confirmada, pode afetar os embarques e limitar o suporte das exportações aos preços domésticos.

Fonte: Portal Agroneg.